
"A pérola do Atlântico”
Este arquipélago tropical no Atlântico tem muito por onde se encantar.
Da gastronomia variada às paisagens luxuriantes por estradas e caminhos nas montanhas, ao vinho típico, ao encanto das casas típicas e das suas gentes acolhedoras e também o seu passado histórico.
Hotéis, praias, animação, igrejas, cafés e restaurantes ao longo da marginal, ou o jardim Botânico, são algumas das ofertas no Funchal, até aos centros mais importantes de Câmara de Lobos e Santa Cruz até à Ilha do Porto Santo com as suas longas praias e resorts para as suas merecidas férias de descanso.

A [verdadeira] pérola do Atlântico
"Ver o mar dá vontade de ir à praia. De pisar a areia. Mergulhar. Esta parece uma realidade tão óbvia como a nossa sede, mas casos há em que não é tão simples assim. A Madeira, ilha maior do arquipélago, reconhecida pela sua beleza, Natureza e mil e uma outras características, possui apenas alguns e pequenos areais onde pode estender a toalha. Tudo o resto é mar. Tudo o resto é rocha. Uma realidade quase perversa, do género "podes ver, mas não podes tocar” à qual os madeirenses se habituaram. Mas não se conformaram. É que a mesma Natureza que lhes pregou esta "partida” deixou-lhes, em forma de recompensa, a dez minutos de avião ou uma hora de barco, a ilha do Porto Santo. Pequena, com apenas 12 quilómetros de comprimento e 6,5 de largura; mais árida e muito mais plana, apesar de alguns picos que se erguem quase verticais até aos 500 metros de altitude, mas com um areal de quase nove quilómetros. Uma espécie de auto-estrada de areia branca, um oásis gigante em que os madeirenses saciam a sua sede desde a infância. "Esta é a praia para onde nós nos habituámos a vir desde pequenos”. As palavras repetem-se saídas de corpos diferentes. "Assim que chegava a Primavera, pegávamos nas nossas coisas, metíamo-nos no barco e vínhamos para aqui. Por um dia, aos fins-de-semana ou nas férias. Sempre que podíamos. A praia é enorme, a água não é fria e é um sossego absoluto”." *
Informações Gerais
Clima
O clima da ilha do Porto Santo é seco e estável, com pouca variação térmica entre as estações, pelo que é normal fazer praia durante todo o ano. A praia é banhada por um mar de águas calmas e cristalinas.
A não perder
Passeio pelo interior da ilha - Há quem se fique pela praia e não dê uma volta pela ilha. Talvez por julgar (erradamente) que num território tão pequeno pouco mais haverá para ver do que o que a vista alcança. Um erro. Da ponta este à oeste, passando pela Costa Norte, vão poucos minutos de distância, mas há miradouros, montanhas, geografias e mudanças de vegetação que parecem remeter para outras paragens.
Fazer uma caminhada - Está intimamente ligada à sugestão anterior, mas, desta feita, aconselhamos-lhe que pare o carro, calce uns sapatos confortáveis e parta ao encontro dos caminhos de Porto Santo (os percursos estão bem assinalados). Não há levadas, como na ilha da Madeira, mas há veredas que levam a locais quase secretos, que será impossível descobrir de outra forma. Faça uma caminhada do Pico Branco à Terra Chã, pelo Pico da Ana Ferreira e Pico do Castelo; ou dê voltas à volta do Pico do Facho, o ponto mais alto da ilha.
Casa-Museu Cristóvão Colombo - Aqui pode examinar diagramas das viagens do navegador, cópias de mapas dos séculos XV e XVI e um modelo de um dos seus barcos. Pode ainda ver alguns supostos retratos, assim como utensílios e artefactos da época. Aberto de terça-feira a sábado, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. Aos domingos abre das 10h00 às 13h00.
Onde comer
Calhetas, Ponta da Calheta, Praia de Porto Santo, Situado mesmo no final do longo areal, de frente para o Ilhéu de Baixo, é o mais isolado dos "restaurantes de praia”. O peixe e os mariscos são a especialidade; Pé na Água, Praia de Porto Santo. É o hot spot da ilha. Pela localização, já na areia; pelos snacks que pode comer a qualquer hora, dos tremoços às lapas; e pelo restaurante. Mais cedo ou mais tarde, é por lá que todos passarão; Taberna dos Caçadores, Camacha. Bem no interior da ilha, com vista para a serra e para o mar, é uma das surpresas maiores. Uma insuspeita taberna, em que o dono, chef e homem dos mil ofícios, Jorge Fernandes, lhe prepara pratos que poderiam ser servidos no mais cosmopolita dos restaurantes; La Roca, Porto de Abrigo, 123, Penedo. O mais conceituado e exclusivo restaurante da ilha. Tem dez anos de vida, situa-se no porto, entre a montanha e o mar, e junta um ambiente requintado mas descontraído a uma cozinha de eleição.
*Rotas&Destinos