
Nas estradas sinuosas por entre planícies verdejantes, altas montanhas e escarpas que caem no Atlântico, chega-se à Lagoa das sete cidades, local de indescritível beleza pelas duas cores com que brinda o visitante, reflexo de uma lenda de amor. Chegados às Furnas onde os vulcões mostram através de pequenas lagoas fumegantes a força da natureza, oferece ainda um dos melhores pratos da gastronomia portuguesa, o cozido.
Entre a observação de baleias, a diversidade da flora, as cidades de pedra vulcânica, as igrejas, o porto da Horta e uma escalada ao Pico são algumas das visitas vivamente recomendadas.

Pérola dos Açores
"São Miguel e as suas majestosas lagoas; São Jorge e as muitas escarpas quase a pique que desmaiam no mar; o Pico e as suas misteriosas montanhas. Serão estas as ilhas mais mediáticas dos Açores e alguns dos seus mais referidos locais de encanto.
Já a Terceira, mais conhecida pela Base das Lajes que pela suas reais características, não é, habitualmente, uma primeira escolha na altura de visitar o arquipélago. Por isso, foi com naturalidade que, antes da partida e por mais do que uma vez, ouvi a expressão: "se adorares esta ilha amarás as outras”. Como se a Terceira fosse um parente pobre, um mero ponto de passagem. Como se não fosse merecedora de uma visita por si só. Puro engano.
Esta ilha poderia viver sozinha. Poder-se-ia chamar Terceira, Primeira, ou mesmo Açores. Poderia até não ter nome, mas teria sempre vida. Um território com cerca de 60 mil habitantes que é um autêntico manto verde e parece ter sido limpo, regado e subtilmente ornamentado para a nossa chegada. Um exemplo quase acabado do mais perfeito universo rural, mas que ainda assim tem uma das mais importantes cidades do arquipélago, Angra do Heroísmo – classificada Património Mundial pela UNESCO. A natureza, o mar e as pessoas, de mão dada.
Numa palavra, os Açores. São quase 20h00 de um final de dia perfeito e, lá ao fundo, as nuvens, a ilha de São Jorge e o Pico fundem-se num só postal. Lá irei, um dia. Para já, amo a Terceira. Quem sabe adorarei as outras."*
Informações Gerais
Diferença Horária
Menos uma hora do que em Portugal Continental.
Clima
Os Açores possuem clima temperado marítimo, pelo que se registam pequenas amplitudes térmicas, sendo a temperatura média de 14ºC no Inverno e 20ºC no Verão. O grupo ocidental é frequentemente atravessado por depressões, que originam mau tempo. A chuva pode surgir em todas as épocas do ano, mas não é raro que, no mesmo dia, o céu limpo alterne com aguaceiros.
Indicativos
296 (São Miguel e Santa Maria); 295 (Terceira, Graciosa e São Jorge); 292 (Faial, Pico, Flores e Corvo).
O que comer
Se os queijos são incontornáveis, seja no início ou no final de qualquer refeição açoriana, há muitas outras especialidades que merecem degustação demorada. No restaurante Ti Choa (Grota do Margarida, 1, Serreta, tel. 295 906 673), na Ilha Terceira, perfilam-se iguarias como a morcela regional ou a alcatra, mas o pão caseiro, cozido à vista dos clientes, acaba por ser uma atracção inevitável. Na doçaria ganha destaque as queijadas Dona Amélia, onde o mel de cana e a canela se associam a corintos e cidras.
O que fazer
Na baía da Praia da Vitória é possível praticar surf, bodyboard, windsurf, esqui aquático e andar de mota de água, bóias rebocáveis ou gaivota. Juntem-se os passeios de barco à vela, de caiaque de mar e as saídas para observação de baleias e golfinhos e fica-se com uma oferta abrangente no campo das diversões e experiências náuticas. Algumas destas ofertas estão também disponíveis em Angra, que se complementam com a presença do Parque Arqueológico Subaquático da Baía de Angra do Heroísmo.É extenso o rol de actividades que se podem levar a efeito na ilha Terceira. O Algar do Carvão e a Gruta do Natal são duas extraordinárias experiências de espeleologia. A escalada desportiva também está em grande desenvolvimento na ilha, contando já com diversas escolas de escalada devidamente equipadas, como a Chanoca, Chupa Cabras e Grota do Medo. Os amantes de parapente dispõem de vários pontos de possível largada e a ilha presta-se, ainda, a passeios pedestres, de bicicleta, BTT, cavalo e até burro.
Festividades
A ilha festiva: mais do que um slogan ou um epíteto, é uma realidade indesmentível, que o bem-receber das gentes terceirenses faz questão em preservar e valorizar. As Festas do Divino Espírito Santo, centradas nos pitorescos Impérios, são vividas com intensidade: as oito semanas que medeiam entre o domingo de Páscoa e o domingo da Trindade dão lugar às funções e aos bodos que animam as diferentes localidades da ilha. No período do Entrudo são típicas as Danças de Carnaval, manifestação singular de teatro popular. As Sanjoaninas, festas dedicadas a S. João, ocupam as ruas de Angra do Heroísmo durante dez dias do mês de Junho. E as festas continuam pelo ano fora...
*Rotas&Destinos